O silêncio em torno de Callista e Kael se tornara conveniente demais. Nenhum rastro, nenhum rumor, nenhum sinal de que estivessem vivos. Para os Vorns, era como se fantasmas tivessem sido enterrados debaixo de pedra e areia.
E nesse vazio, Rhaek soube florescer.
Ao lado de Narelle, sua presença começou a invadir colunas de revistas especializadas em negócios. Fotografias impecáveis estampavam capas luxuosas: ele em ternos sóbrios, olhos predadores mas controlados; ela em vestidos minimalistas, o sorriso discreto e a postura que irradiava confiança. A legenda era sempre a mesma, em variações previsíveis: “O novo casal de ferro dos negócios globais.”
Nos últimos meses, convites chegaram aos montes: coquetéis em arranha-céus de Dubai, painéis econômicos em Londres, cúpulas de inovação em Nova York. Rhaek falava pouco, mas cada palavra se tornava manchete; Narelle sabia como suavizar a imagem dele, preenchendo as entrelinhas com charme e clareza. Juntos, eram indestrutíveis.
“Eles não ven