O tempo passou como neve acumulando sobre um campo esquecido — lento, silencioso, quase invisível até se tornar um peso.
Os dias no bunker se alongavam, sem sinais de ataque. As patrulhas voltavam sempre com as mesmas palavras: "nada" Nenhuma movimentação, nenhum rastro. Até mesmo a neblina parecia mais preguiçosa, enrolando-se nos pinheiros sem pressa de se dissipar.
Era isso que começava a corroer Kael: o silêncio.
Luxor não atacava. Não rondava. Não fazia barulho. Era como se tivesse desisti