A sala de reuniões no 38º andar tinha paredes de vidro e vista para a cidade, mas a tensão tornava o ar espesso, quase palpável. O reflexo noturno nos painéis espelhados fazia os presentes parecerem predadores reunidos em uma toca envidraçada.
Rhaek estava de pé à cabeceira da mesa, as mãos abertas sobre o tampo de madeira escura, o corpo inclinado para frente como se, sozinho, sustentasse o peso da decisão. Ao seu lado, Narelle passava lentamente páginas de um relatório encadernado, cada folha