TARYN
Acordo com a presença de Caius.
Não me assusto. Aprendi a reconhecer o peso dele no quarto, o modo exato como o ar se rearranja quando cruza a porta, como se o espaço se curvasse à sua autoridade. A cama cede quando ele se deita ao meu lado, e o calor conhecido envolve meu corpo antes mesmo que eu me vire.
Dessa vez, não finjo dormir.
— Por que você está aqui? — pergunto, a voz baixa, firme, sem o tremor que ele talvez espere.
Ele hesita apenas um instante.
— Estou cumprindo meu dever — r