TARYN
Acordo com a presença de Caius.
Não me assusto. Aprendi a reconhecer o peso dele no quarto, o modo exato como o ar se rearranja quando cruza a porta, como se o espaço se curvasse à sua autoridade. A cama cede quando ele se deita ao meu lado, e o calor conhecido envolve meu corpo antes mesmo que eu me vire.
Dessa vez, não finjo dormir.
— Por que você está aqui? — pergunto, a voz baixa, firme, sem o tremor que ele talvez espere.
Ele hesita apenas um instante.
— Estou cumprindo meu dever — responde. — Você é minha esposa. Precisa do calor do seu alfa.
Solto um riso curto, sem humor.
— Que reconfortante.
Ele ignora a ironia. Apenas me puxa para mais perto, o braço forte ao redor da minha cintura. Não é carinho. É contenção. Um gesto que não pede permissão, apenas impõe presença.
— Estão falando da minha mãe — digo, encarando a escuridão acima de nós. — Você acredita nisso?
O corpo dele enrijece quase imperceptivelmente.
— As pessoas gostam de histórias quando estão com medo — respon