Mundo de ficçãoIniciar sessãoMeus dias se tornam ainda mais cinzas.
A casa continua a mesma, os corredores longos, as janelas altas, o som distante do mar quebrando contra a pedra , mas tudo parece esvaziado de intenção. Como se cada espaço tivesse sido deixado ali apenas por hábito, não por vida.
Caminho pelos corredores e não encontro ninguém para conversar.
Minha única companhia constante é Dina, e mesmo ela tem estado menos presente do que antes.
Por cautela.
Ela tenta vigiar minha irmã, como pedi. Vai e vem em horários calculados, permanece em passagens secundárias, finge tarefas para ouvir o que pode. Às vezes retorna com os dedos ainda frios do vento do pátio, outras com o olhar atento demais, como quem carrega algo que não pode dizer em voz alta.
Mas sempre traz a mesma resposta, c







