TARYN
Digo a mim mesma que vou falar com ele.
Repito isso enquanto caminho pelos corredores, enquanto desço as escadas, enquanto atravesso o salão vazio. Mas toda vez que imagino a cena, a mesma pergunta retorna, insistente:
Como?
Como dizer que encontrei um frasco no quarto de Kalinda sem parecer uma acusação desesperada? Como explicar que mexi nas coisas dela? Como provar que aquilo não saiu das minhas mãos?
Seria minha palavra contra a dela.
Sempre foi.
O dia avança lento, pesado. Evito os e