Clara não era o tipo de mulher que imaginava ter uma grande despedida de solteira.
Ela sempre pensou que, quando esse momento chegasse, seria algo pequeno, íntimo, leve.
Mas nada — absolutamente nada — tinha preparado ela para o carinho e o entusiasmo que encontrou naquela noite.
Foi Mariana quem organizou tudo.
“Uma celebração à altura da mulher que você se tornou”, ela disse ao telefone, e Clara quase chorou ali mesmo.
O local escolhido era um lounge elegante no alto de um hotel, com janelas enormes que deixavam a cidade inteira brilhar como um tapete de estrelas artificiais.
Quando Clara chegou, de mãos dadas com Sônia, o ambiente explodiu em aplausos e gritos:
— A noivaaa!
Ela ficou vermelha, surpresa, emocionada — e completamente tomada por um sentimento inesperado de pertencimento.
Mariana veio correndo, abraçando Clara com força.
— Você está perfeita! — ela gritou. — Meu Deus, Henrique vai surtar quando te ver no altar!
Clara riu, ainda um pouco tímida.
— Você que exagera…
— Eu