Clara voltou para casa com o vestido escolhido, o coração leve e um sorriso que parecia nascer de dentro e não ter fim.
Sônia tinha insistido em levá-la para um café depois da escolha, e as duas conversaram como se fossem velhas conhecidas — sobre o casamento, sobre a família, sobre pequenas memórias que, sem perceber, criavam laços novos.
Quando Clara entrou no apartamento, o silêncio acolhedor a recebeu como um abraço.
Henrique não estava ali.
Uma mensagem dele no celular explicava:
“Precisei resolver algo importante.
Volto no fim da tarde.
Te amo.”
Clara sorriu, curiosa, mas não preocupada.
Ela tomou banho, vestiu um robe branco macio e ficou deitada no sofá, lembrando-se do momento em que se olhou no espelho com o vestido.
Era como se tivesse visto uma versão nova de si mesma — mais forte, mais inteira, mais pronta.
O celular vibrou.
Uma nova mensagem de Henrique:
“Estou subindo.”
Clara sentou-se, ajeitando os cabelos ainda úmidos.
Quando a porta se abriu, Henrique entrou com um s