Clara estava tentando, pela primeira vez em dias, sentar no sofá e simplesmente respirar.
Ainda sentia o peso do depoimento na delegacia.
Ainda ouvia a voz do investigador ecoando em seu peito.
Ainda tinha a sensação de que estava lutando contra algo muito maior do que ela.
Henrique, ao seu lado, trabalhava no notebook, analisando relatórios e falando com advogados, enquanto tentava — do jeito dele — mantê-la perto, protegida, ancorada.
Mas então o celular dele vibrou.
Uma vez.
Depois outra.
De