Os dias seguintes ao jantar com a família Vasconcelos foram intensos, mas diferentes.
Havia ainda ecos de tensão, comentários atravessados e mensagens da mãe de Henrique tentando “conversar melhor” — conversas que Clara ainda não tinha certeza se queria enfrentar.
Mas, apesar do ruído externo, havia uma alegria silenciosa que ocupava espaço dentro dela.
Uma alegria nova, madura, cheia de futuro.
Henrique percebeu isso no olhar dela, no modo como caminhava, até na forma como falava sobre trabalho.
Clara estava florescendo, e ele sabia que aquilo era precioso demais para ser tocado por opiniões alheias.
Naquela manhã de sábado, ele acordou antes dela, observando-a dormir por alguns minutos.
O cabelo preso de qualquer jeito, o rosto calmo, a mão estendida no travesseiro como se procurasse algo — ou alguém.
Quando ela abriu os olhos, encontrou Henrique sorrindo daquele jeito que era só dela.
— Bom dia, minha futura esposa.
Clara espreguiçou-se e riu, escondendo o rosto no travesseiro.
— P