PARTE I – ARTHUR: O PRIMEIRO PASSO PARA O FIM DA CULPA
Arthur nunca imaginou que sentaria num consultório de terapia um dia.
Para ele, era coisa para gente fraca, gente que “não consegue lidar com a própria vida”.
Irônico, agora que ele estava exatamente assim: incapaz de lidar com a própria vida.
O consultório era claro, iluminado, com plantas nos cantos e cheiro de lavanda.
A psicóloga — Dra. Helena — tinha olhos atentos e postura calma.
Arthur entrou, sentou no sofá e demorou quase um minuto