Mundo ficciónIniciar sesiónApós três anos de um casamento de aparências, Lorena cansa de ser a esposa perfeita para um homem que vive nos holofotes das colunas sociais ao lado de outras mulheres. Decidida a retomar as rédeas de sua própria vida, ela pede o divórcio e resolve se permitir uma noite de liberdade. É quando o destino coloca Lucas em seu caminho — um homem de beleza estonteante e magnetismo inegável. Para Marcelo, o pedido de divórcio não passa de um joguinho infantil de "gato e rato". Acostumado a tê-la sob controle, ele só percebe que ela está falando sério quando a intimação judicial chega às suas mãos. Furioso e ferido em seu orgulho, ele esbraveja: "Você acha que pode me descartar assim? Esqueça!" Com um sorriso desdenhoso, Lorena apenas responde: "Então que cada um siga a sua vida." Longe das garras do ex-marido, Lorena reencontra o misterioso Lucas, apenas para descobrir a verdade avassaladora: ele não é um homem comum, mas sim o recluso e poderoso magnata que comanda o topo do mundo dos negócios. Embora o círculo social da cidade insista que uma mulher divorciada jamais estaria à altura de um império, apenas Lucas conhece a verdade oculta: ele é quem lutou para conquistar o segundo lugar no coração dela, aceitando amar em silêncio e de forma humilde. Afinal, para uma mulher profundamente machucada pelas feridas do passado, o casamento virou uma prisão que ela jurou nunca mais habitar. E para Lucas, se for para estar ao lado de Lorena, ele aceita abrir mão até mesmo de um título oficial.
Leer más"Lorena, seu marido está nas notícias de novo por andar com outra mulher. Levanta logo!"
No quarto, Lorena Pardo mal havia cochilado quando foi arrancada do sono pela mãe, Cláudia. "Mãe, me deixa dormir um pouco. Pode ir dormir com quem quiser. Que a virilidade dele murche de tanto transar." "Se maldição funcionasse, ele já tinha aprendido a lição faz tempo. Já devia ter jogado umas oitocentas pragas nele." Cláudia empurrou Lorena, irritada. "Levanta logo, a gente precisa conversar." Três anos de casamento, e Marcelo Huss vivia estampando as manchetes por seus casos extraconjugais. A imprensa parecia torcer abertamente pela traição e aguardar ansiosa pelo divórcio. De tanto vivenciar aquilo, Lorena já estava anestesiada. "Sobre o que você quer falar, mãe?" "Sobre como dar o troco nesse desgraçado!" Cláudia murmurou indignada. "Não quero te criticar, filha, mas já se passaram três anos. Se você tivesse engravidado antes, ele talvez tivesse se aquietado em vez de viver essa vida de libertino." Engravidado? Alguém me explica como isso seria possível. Lorena e Marcelo nunca tinham dormido juntos em três anos de casamento. Como ela poderia estar grávida? Os poucos dias que passavam sob o mesmo teto eram marcados por um clima tenso ou um silêncio glacial. Ele a olhava como se ela fosse sua inimiga. Como poderia querer um filho com ela? E agora, mesmo que ele quisesse, ela não queria mais. Ela o achava podre. "Mãe, me fala logo — o que você acha que eu devo fazer?" Cláudia estava no limite da paciência com a filha. "Eu não consigo mais engolir essa humilhação, depois de tudo que ele te fez." "E então?" Lorena pressentiu que havia uma bomba vindo por aí. E veio mesmo. Os olhos de Cláudia brilharam. "Coloca um chifre nele!" Lorena arregalou os olhos para a mãe. "Um chifre... verde?" "Exatamente." Desta vez, Lorena teve que admitir: a mãe tinha enlouquecido de vez para falar uma coisa dessas. Mas lá no fundo... a ideia começou a fazer sentido. Parece que não vou conseguir dormir mesmo. Lorena se levantou. "Pra onde você vai?" "Vou te dar ouvidos, mãe. Vou atrás de um homem e vou trair o Marcelo Huss." Cláudia deu um sorriso de canto. "Vai depressa, e não volta de mãos vazias!" "Sim, senhora!" Lorena se lavou rapidamente, passou uma maquiagem leve e saiu porta afora. --- Meia hora depois. Lorena e sua melhor amiga, Fernanda, estavam sentadas dentro do carro. Fernanda soltou o verbo contra Marcelo sem papas na língua. Lorena sugeriu que ela respirasse fundo. "Você não pode continuar engolindo esse sapo, Lô. Essa mania de fingir que está tudo bem vai te adoecer," disse Fernanda. Lorena assentiu com a cabeça. "Você tem razão. Me deixa fazer uma ligação." Fernanda olhou para ela, confusa. "Que ligação?" Lorena pegou o celular e discou o número de Rafael — um grande amigo de Marcelo. Naquele momento, Rafael estava no escritório da presidência do Grupo Huss, conversando com Marcelo sobre os escândalos recentes. Os outros dois sócios e amigos de Marcelo, Bruno e Thiago, também estavam lá. Todos tentavam convencê-lo a se acalmar e parar de se expor. Tantos rumores de casos podiam criar a imagem de um mulherengo contumaz — e Lorena podia perder a paciência e causar um barraco público. Para surpresa de todos, Marcelo não levou a situação a sério. Pelo contrário, disse com uma certa indiferença: "A Lorena não vai criar nenhum barraco. Prefiro que ela crie — assim a gente se divorcia logo e fica cada um no seu canto." Diante da arrogância do amigo, Rafael ficou sem palavras. "Você não faz ideia da sorte que tem. Um dia vai se arrepender." Nesse instante, o celular de Rafael tocou. Ele se assustou e avisou a todos: "É a Lorena! Fiquem quietos!" "Coloca no viva-voz," ordenou Marcelo com a voz grave. Rafael obedeceu e apertou o botão. A voz ligeiramente rouca e tranquila de Lorena veio do outro lado da linha. "Rafael, aqui é a Lorena." "Eu sei, Lorena. Você está bem?" "Rafael..." Lorena foi direto ao ponto. "Vamos pra um motel?" "O quê?!" Rafael empalideceu na hora. Sem querer, seus olhos voaram para os homens à sua frente. O rosto de Marcelo estava fechado como uma tempestade. As sobrancelhas franzidas, os olhos ardendo de raiva. Bruno e Thiago trocaram um olhar boquiaberto. Que climão. Lorena foi longe dessa vez. "Você ouviu direito," continuou Lorena, com a mesma calma de sempre, sem nenhuma emoção na voz. "Quero ir ao hotel com você e dar uma lição bem dada no Marcelo Huss. Você tem coragem?" "Ei, Lorena, não me envolva nisso não." Rafael disse, olhando de soslaio para Marcelo. "Se você quiser brigar, briga com ele. Eu te apoio até arranhar o rosto dele, mas não me mete no meio. Ele é meu irmão de coração." "Não estou brava," respondeu Lorena com serenidade. "Só estou sendo prática. Já que você não quer... me lembro que você me mandou cartinhas de amor lá atrás, então alguma coisa sentiu por mim. Pensa bem: três anos de casamento e nunca consumi o relacionamento com o Marcelo. Eu preciso de um cavalheiro — e você não seria má escolha." Silêncio total na sala. Três anos sem consumar o casamento. Os três amigos desviaram os olhos, involuntariamente, para a região abaixo da cintura de Marcelo. Como um homem resiste a ter uma esposa linda em casa por três anos? Só se for impossível pra ele. Ou se estiver usando outras mulheres pra encobrir algo. "Lorena, não faz isso, pelo amor de Deus," implorou Rafael. "Tudo bem, então vou procurar outra pessoa!" "Lorena!" A voz de Marcelo explodiu na sala. Lorena ouviu. E desligou o telefone na hora certa. --- Fernanda ficou boquiaberta. "Lô... você fez tudo isso de propósito?" Lorena assentiu, deu uma risadinha e se sentiu incrivelmente aliviada. "Fiz sim. Faz anos que engulo os escândalos dele sem reclamar. Hoje finalmente me vinguei um pouquinho." "Hahaha, você é demais, menina!" "E minha mãe ainda me deu o decreto: se ele anda com mulher ingênua, eu posso andar com quem eu quiser. Recebi a bênção da sogra." "Nossa, quando foi que a sua mãe ficou tão... liberal?" Fernanda franziu o cenho, surpresa. "Ela ficou magoada?" "Com certeza estão todos chateados lá." Lorena se recostou na cadeira. "Bora numa balada? Tenho dois amigos que estão a fim de sair." "Você tá falando sério?" "Totalmente. Eles deram um show convencente," disse Lorena com um sorriso. "Vai que seu amigo não consegue sair tão cedo..." "Serviço premium vem com atendimento de qualidade. Afinal, o setor de serviços não existe exatamente pra isso?" Lorena ligou o carro e foi direto para a balada. --- No escritório de Marcelo Huss. O rosto dele estava frio como o Polo Sul. Com uma expressão sombria, ele se aproximou da mesa e arremessou o celular de Rafael no chão. "Eu sou inocente!" Rafael ergueu as mãos imediatamente. "Está na cara que a Lorena estava tentando nos colocar um contra o outro. Já te disse mil vezes: aquelas cartinhas de amor foram há dez anos, quando eu era jovem e idiota..." Marcelo o encarou com os olhos acesos de raiva, depois se virou e saiu da sala sem dizer uma palavra. Thiago olhou para os outros dois. "Do jeito que ele reagiu, está claro que ainda tem algum sentimento por ela." "Amor e raiva misturados," disse Bruno. "Pode ser que não a ame mais, mas não consegue aceitar que a dignidade dele foi ferida assim. Por isso explodiu." Rafael olhou pro chão. "Meu celular quebrou." Bruno tirou o celular do bolso. "Vou fotografar e postar no I*******m." --- Um minuto depois, Fernanda abriu as redes sociais. Ao ver a foto do celular destruído no chão, com o escritório de Marcelo ao fundo — postada por Bruno — ela virou para Lorena: "O celular do Rafael quebrou. Dá pra ver que foi no escritório do Marcelo pela foto do Bruno. Ele está com raiva. Será que ele ainda sente algo por você?" "Ele nunca me amou," disse Lorena com um sorriso amargo. "Ele só não suporta ver a própria dignidade sendo pisoteada." Fernanda franziu a testa, pensativa. "Mas eu sempre achei que, em algum momento, o jeito como ele te olhava era diferente... cheio de carinho. Aí tudo foi por água abaixo depois daquela noite." Lorena suspirou fundo. "Naquela noite ele se sentiu a vítima. Não admitiu que tinha dormido comigo. Casou só porque foi pressionado pelas famílias. É ridículo — dormiu comigo e negou até o fim. Que ser desprezível." Fernanda hesitou. "Mas... e se tiver sido engano? E se ele tiver dormido com a pessoa errada?" ---Meia hora depois.Clube Onyx.Lorena e Fernanda estacionaram o carro, desceram e foram em direção à entrada — mas o segurança as interceptou imediatamente."Desculpem, senhoras. O Onyx não abre durante o dia.""Mas ontem estava aberto," disse Fernanda, intrigada."Esta manhã o dono deu a ordem," explicou o segurança. "A partir de agora, o clube funciona só à noite.""Por quê?" Fernanda insistiu."Não sei dizer. A casa trocou de dono recentemente, e foi decisão do novo proprietário." Ele sorriu, pedindo desculpas. "Por que vocês não voltam hoje à noite?"As duas não tiveram escolha — voltaram pro carro de mãos vazias."Parece que o Onyx foi vendido." Fernanda olhou para a fachada. "Meu irmão comentou. Disse que o novo dono, tal de Henrique Foz, é muito poderoso. A primeira coisa que ele fez ao chegar aqui foi comprar o clube."Lorena não estava nem aí pra isso. Disse apenas: "Volto esta noite pra falar com o Lucas.""E agora, pra onde a gente vai?" perguntou Fernanda."Comer. Tô morren
Assim que saiu do elevador, Lorena recebeu uma ligação de Rafael."Lorena, ufa — você finalmente atendeu." Rafael soltou um suspiro audível de alívio.Lorena sorriu e provocou: "Você pensou melhor, então? Quer ir pro motel comigo?""Lorena, você está falando sério?" A voz de Rafael estava carregada de constrangimento. Ela deve ter enlouquecido de vez por causa do Marcelo pra ter um pensamento desses."Por acaso eu pareço estar brincando?""Hã?" Rafael engoliu em seco.Lorena disse com calma: "Mas já não é necessário. Não gosto de homem sem coragem.""Quem disse que perdi a coragem?" Rafael se sentiu ofendido — sem ter como se defender."Você não tem!" Lorena foi direta: "Homem sem coragem não toma decisão, não age. É sinal de que alguma coisa não funciona direito lá embaixo também."Nenhum homem aceita ouvir algo assim. É questão de honra."Lorena, para de falar bobagem. Ainda pretendo me casar, sabia?"Lorena deu uma risadinha. "Então vai lá e casa. Tchau!""Não desliga!" Rafael lanç
Clube Onyx.A maior balada de Belo Monte.Lorena, que havia bebido além da conta, foi carregada até um quarto por um homem bonito e alto que parecia saído de uma revista. Meio tonta, ela soltou uma risadinha e murmurou: "A Fernanda é muito confiável mesmo. Me arrumou um boy tão gato assim. Vem cá, deixa eu cuidar de você.""Moça?" O homem rebateu com um tom que deixava claro que não havia gostado nem um pouco do apelido."A voz dele também é boa," murmurou Lorena, semiconsciente, enquanto já listava suas exigências. "Deixa eu deixar claro: é a primeira vez que contrato um acompanhante. Se não for bonito, dispensa. Se não for atencioso, dispensa. Se o serviço for ruim, não pago.""Quanto você bebeu?" A voz grave e magnética do homem carregava uma pontada de irritação. Mas se você prestasse atenção de verdade, havia também algo que soava quase como... impotência:"Você não tem mais autorização pra beber desse jeito!""Álcool é o remédio dos covardes." Lorena tomou mais um gole, colocou
"Lorena, seu marido está nas notícias de novo por andar com outra mulher. Levanta logo!"No quarto, Lorena Pardo mal havia cochilado quando foi arrancada do sono pela mãe, Cláudia."Mãe, me deixa dormir um pouco. Pode ir dormir com quem quiser. Que a virilidade dele murche de tanto transar.""Se maldição funcionasse, ele já tinha aprendido a lição faz tempo. Já devia ter jogado umas oitocentas pragas nele." Cláudia empurrou Lorena, irritada. "Levanta logo, a gente precisa conversar."Três anos de casamento, e Marcelo Huss vivia estampando as manchetes por seus casos extraconjugais. A imprensa parecia torcer abertamente pela traição e aguardar ansiosa pelo divórcio.De tanto vivenciar aquilo, Lorena já estava anestesiada. "Sobre o que você quer falar, mãe?""Sobre como dar o troco nesse desgraçado!" Cláudia murmurou indignada. "Não quero te criticar, filha, mas já se passaram três anos. Se você tivesse engravidado antes, ele talvez tivesse se aquietado em vez de viver essa vida de libe
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