Arthur voltou para casa tarde, depois de mais um dia em que qualquer coisa parecia uma ameaça.
A porta do apartamento fez o mesmo estalo de sempre quando ele a abriu — mas dessa vez, o som ecoou num silêncio tão profundo que parecia um buraco.
A casa estava exatamente como Clara deixou.
Não porque ele preservou…
mas porque não conseguiu tocar em nada.
O porta-retrato sem foto.
A cadeira vazia na mesa.
O cheiro neutro que substituiu o perfume dela.
O vazio que ocupou todos os cômodos.
Arthur ent