A semana começou diferente.
Clara acordava sorrindo — não o sorriso automático, polido, educado — mas um sorriso que nascia sozinho, antes mesmo de abrir os olhos.
Henrique estava se tornando parte da rotina dela sem que ela percebesse.
E, de alguma forma, isso a deixava em paz.
Naquela sexta-feira, enquanto ela tomava café, o celular tocou.
Henrique.
— Bom dia, minha preferida — disse ele, com aquela voz baixa que sempre parecia um abraço.
— Bom dia — Clara respondeu, sorrindo enquanto mexia o