Já não conseguia distinguir se aquelas lágrimas que escorriam eram reflexo fisiológico de ter me engasgado ou se vinham da tristeza profunda que corroía o meu coração.
Respirei fundo e continuei comendo o arroz do prato.
Comia e chorava ao mesmo tempo.
Lágrimas volumosas, como contas arrebentadas de um colar, caíam uma a uma no prato. Eram salgadas, amargas.
Desde que George partiu, ele não apareceu mais diante de mim.
Mas, mesmo assim, alguém trazia minhas refeições três vezes ao dia, pontualme