Eu mal tinha começado a falar quando, do outro lado da linha, alguém chamou por meu irmão.
— Val, depois a gente se fala, tá? Preciso resolver algo agora... — Ele disse às pressas.
Logo em seguida, a ligação foi cortada. Minha pergunta, se ele poderia me buscar, ficou sufocada, presa na garganta como uma pedra.
Abracei meus próprios braços enquanto sentia o peso da noite se aproximar de mim. Era a primeira vez que experimentava, de verdade, aquela sensação solitária de não ter para onde ir, de