A grade pesada da sala de visitas ecoava o silêncio tenso. Lívia estava sentada em uma cadeira de plástico desconfortável, as mãos entrelaçadas sobre o colo, essa etaa semana de visitar seu filho. Do outro lado da divisória de vidro, Fernando parecia mais austero. A roupa de presidiário apagava um pouco de seu brilho, mas não a arrogância nos olhos.
_ Você está bem? Lívia perguntou, sua voz abafada pelo interfone, o tom de desdém mal disfarçado.
_ Estou indo, mãe, ele respondeu, com a voz li