O quarto de Clara na ala de recuperação neurológica era branco demais.
As paredes, o lençol, o jaleco dos enfermeiros — tudo tinha aquele tom asséptico que parecia tentar apagar qualquer vestígio de caos. Mas ele ainda estava ali.
Nos olhos de Sol, vermelhos.
Nos gestos de Reggie, que andava de um lado ao outro com a prancheta, sem disfarçar o cuidado.
No silêncio de Noah, que observava da porta com as mãos nos bolsos da calça, sem se permitir entrar.
Clara ainda dormia.
Mas respirava sozinha.