Capítulo 11 - Nora
O camarim estava cheio, cada canto ocupado por meninas rindo alto, ajeitando roupas curtas demais, checando o reflexo no espelho manchado. Era a rotina de todas as noites, sempre igual e, ao mesmo tempo, imprevisível.

Sentei-me diante do espelho com a mesma expressão de sempre: calma forçada, mas dentro de mim tudo pulsava em outra frequência. Abri a nécessaire e comecei a preparar a pele, pincel após pincel, como se pudesse pintar outra versão de mim, uma que aguentasse a madrugada.

— Você
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