O barulho da cidade era constante, mesmo com as janelas blindadas do meu apartamento no alto do Itaim Bibi fechadas. Lá embaixo, São Paulo nunca dormia. Carros, buzinas, vozes que se misturavam em um zumbido que só me lembrava de onde vim. Cresci em bairros onde o barulho não parava, mas era de outro tipo: som de botecos, de brigas, de gente tentando sobreviver ao próximo dia.
Hoje, o som era de motores importados, restaurantes caros, helicópteros riscando o céu noturno. O contraste sempre me