O vapor do banheiro me envolvia como um abraço inesperado. Eu fiquei ali, parada diante da banheira, quase sem acreditar que aquilo era real. Fazia tanto tempo que eu não sabia o que era tomar um banho sem medo. Medo de a porta ser aberta a qualquer momento, medo de gritos, de acusações, de ser arrancada daquele pequeno instante de paz.
Meu peito apertou. Eu havia esquecido como era se sentir segura.
A banheira estava cheia, a água soltando um perfume leve de lavanda. Ao redor, sobre a borda, r