Sem que eu notasse, duas semanas se passaram. Minha recuperação estava sendo lenta, dolorosa, como se meu corpo ainda estivesse aprendendo a existir depois de tanto tempo sem água ou comida. A cada dia, uma melhora mínima, mas suficiente para me manter de pé.
Cassian estava sempre lá. Não se aproximava de fato, não dizia nada, mas todas as vezes que eu erguia os olhos, ele estava no canto, parado, me observando. Aquilo me consumia, me confundia. Como se, de alguma forma, ele vigiasse minha recu