— Eu não acredito que você fez isso, Elara. — minha mãe disse em um sibilo, com as mãos apoiadas na mesa. Era como se as palavras lhe queimassem a garganta, como se não pudesse conceber que aquilo que acabara de ouvir fosse real.
— Sim, mãe, é real.
— Garota tola! — ela se voltou para mim furiosa. Pude ver o brilho de ódio em seus olhos, tão cortante que me obrigou a manter a postura ereta. Endireitei os ombros, firme, e a encarei com a mesma intensidade.
— Eu não sou mais uma garota, mãe. Tenh