Luna dormiu pela primeira vez em dias sem medo. Depois da conversa com Allan, algo dentro dela se aquietou. Não era exatamente paz, mas um entendimento: ela não estava mais perdida no escuro. Agora havia um caminho — mesmo que fosse perigoso.
Naquela madrugada, sonhos a invadiram como nunca antes.
Ela se viu criança, correndo por uma floresta envolta em névoa. As árvores eram altas, antigas, e pareciam sussurrar seu nome. Do alto de uma colina, uma mulher a observava. Tinha cabelos negros com