Os dias passaram com uma calmaria estranha, como a brisa que precede uma grande tempestade.
Gabriela mantinha a rotina: escola, escrita, momentos com Miguel e Manu. Mas, no fundo, sentia que algo estava mudando. Não apenas ao redor, mas dentro dela.
Na mesa de jantar, um envelope cor-de-rosa com letras tortas chamava atenção.
Era de Manu.
Ela havia decidido responder à carta que Daniel escrevera uma semana antes.
Gabriela observava de longe, respeitando o tempo da filha. Não interferiu. Apenas