As teclas do laptop soavam como batidas de coração acelerado. Gabriela escrevia sem parar, como se o diário da mãe tivesse destrancado uma represa de emoções. Palavras fluíam, costurando lembranças de infância com as revelações recém-descobertas.
"Minha mãe sempre dizia que segredos guardados demais se tornam correntes invisíveis. Hoje, sinto essas correntes se partindo."
Ela parou por um instante, respirando fundo. Cada frase parecia sangrar, mas também curar. Era diferente de tudo o que já ha