Isabela
As ruas de Veneza tinham aquele cheiro antigo de história e maresia, como se cada parede tivesse assistido a mil despedidas e reencontros. Eu caminhava ao lado de Matheu por vielas estreitas, ouvindo o som abafado da cidade sob nossos passos. Ele segurava minha mão com força, como se ainda não acreditasse que eu estava ali de verdade.
— É logo ali — disse, apontando para uma porta discreta entre duas casas de pedra.
Subimos por uma escada íngreme e antiga, o corrimão de ferro frio sob m