Heloisa Moura
O avião pousou em Florença ao entardecer, e mesmo com o cansaço nos ombros, meu peito parecia leve. Era como se eu estivesse voltando para um lugar que, de alguma forma, sempre me pertenceu. Vittorio apertou minha mão enquanto descíamos do avião, seus olhos brilhando com aquela mistura de nostalgia e promessa. A Itália tinha um jeito de nos fazer lembrar quem éramos. Ou talvez, quem nunca deixamos de ser.
No caminho até a mansão da família dele, percorremos estradas sinuosas cerca