Isabela
Na manhã seguinte, o céu ainda estava cinzento, como se guardasse os segredos da noite anterior. Caminhei pelos corredores da casa grande com o coração apertado. Cada passo ecoava como um lembrete do lugar ao qual eu pertencia, e do qual nunca fui realmente parte.
Na cozinha, minha mãe me lançou um olhar preocupado. Ela sempre soube mais do que dizia. Tinha olhos treinados para perceber o que ninguém mais via.
— Isabella… — começou, baixinho, enquanto cortava frutas para o café da manhã