Lucca ouviu quando a porta da cela se abriu, tentou explicar que Girino havia ameaçado Ive.
Era o que ele acreditava.
Mas não teve nenhuma chance de falar.
Sentiu uma espécie de choque, depois o calor do próprio sangue, segurou a lâmina e olhou para a pessoa que o atingiu sem conseguir focar em nada.
— Por quê?
Foi a única pergunta fez e a resposta só veio quando Lucca já estava no chão.
— O garoto que você matou era meu filho!
O policial trancou novamente a cela e se afastou com os passos tranquilos de quem está esperando o tempo passar.
Não era para estar ali, apesar de policial, o pai de Matheus não atuava em locais como aquele. No entanto, favores podem ser cobrados e amizades são úteis em qualquer lugar.
Saiu pelo corredor lateral do Centro Prisional e se despediu de um dos colegas.
— Até mais Aurélio!
— Tudo certo lá?
— Tudo ok, pode religar a energia.
O sistema de monitoramento foi restabelecido e convenientemente, as câmeras não gravaram nada.
Lucca colocou as mã