Ive estacionou o carro em uma esquina afastada, pegou os documentos e entrou pela porta do hospital tentando parecer segura.
Tropeçou no último degrau e foi ajudada por um policial.
— Está bem, doutora?
Ela forçou um sorriso e respondeu como achou que uma enfermeira faria.
— Quem me dera! Médicos não fazem plantão de doze horas como eu e você, fazem?
O policial concordou e quando ela se afastou o soldado olhou para o corpo da menina, precisou ajeitar a própria calça antes de comentar com o colega.
— Acho que estou gostando de ficar por aqui. Onde será que as enfermeiras comem, hein?
Ive não notou os olhares, nem ouviu a conversa entre os policiais, tudo o que ela queria era que o plano desse certo.
Ainda faltava muito, Daniel precisava enviar tudo para o e-mail da diretora do hospital antes que amanhecesse.
Mas por aquela noite, ela estava dentro.
Perguntou onde ficava a sala do diretor apenas para demonstrar que estava perdida e uma técnica de enfermagem levou Ive para a sal