Lucca abraçou o amigo, Edgar havia sido sua fortaleza durante os tempos em que a dor o fazia sentir vontade de tirar a própria vida.
Edgar enrijeceu o corpo, odiava aquelas demonstrações de emotividade humana.
— Aconselho a me soltar se não quiser passar por outra cirurgia plástica.
O marido de Ive apertou ainda mais o abraço e afirmou.
— Você não precisa fingir para mim. Sei que é um cara legal, Edgar.
— Não sou, mas vou te ajudar. Vamos fazer as ligações elétricas da sua casa e arrumar o que precisar enquanto a minha tia faz as compras.
Lucca gostou da ideia, não queria passar o dia em lojas comprando sofás vermelhos. Olhou para a esposa e pediu como se fosse uma criança em busca de autorização para brincar na casa de um amigo.
— Posso ficar com ele Ive?
A menina olhou para o sobrinho com a sobrancelha franzida e praticamente decretou.
— Meu marido fica comigo, você não é boa companhia para ninguém.
Edgar circulou o polegar sobre o indicador da mesma mão e só então olhou p