Um ano depois...
Ive estava nervosa, com a apresentação da sua defesa Ditadura Militar no Brasil – O retrato que o Direito não viu.
No segundo semestre do curso que repetia a saga da mãe, a filha de Sara Bianchi fez o mundo se voltar para o que deveria ser só um trabalho de faculdade.
Todos sabiam que a mulher que falava no anfiteatro da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul não estava ali apenas para discursar sobre as atrocidades da Ditadura.
Ela estava criando um laço com autoridade e estabelecendo parcerias.
A roupa impecável, os cabelos presos em um coque baixo e as joias discretas complementavam a imagem séria que Ive queria passar. Sara havia dado um pequeno empurrão. Avisou alguns amigos que sua caçula havia desistido da medicina e aceitado o seu destino como futura magistrada.
Ninguém ousou duvidar de que o caminho de Ive seria ainda mais impressionante do que o da mãe. E quando a apresentação de mais de duas horas terminou, os aplausos se fundiram aos flashes.
Iv