A voz de Ivan soou o alarme em Muralha. O pai de Lucca se levantou e esperou pelo confronto que torcia para que não acontecesse.
Lara fez o mesmo, mas se juntou ao filho que queria ver como Ive estava.
— Coradinha?
Nada chegou até eles.
Ive praticamente se atirou na porta, impedindo que Ivan saísse, as duas mãos contra o peito do pai.
— Não, Pai! Pelo amor de Deus, não!
Ivan tentou afastar a filha, a raiva falando mais alto do que a razão. Estava cansado de ver aquela menina chorar, ela tinha acabado de voltar a viver quando “Antônio” surgiu e pela primeira vez, ele desejou que nunca tivesse acontecido.
— Ele pensa que você é o quê, Ive? Que tipo de homem fala uma coisa dessas?
— ELE NÃO PENSA NADA! Esse é o problema, pai! Ele não pensa nada.
Ivan tentou respirar, mas achava aquela história difícil de digerir, qualquer pessoa que conhecesse a sua menina saberia que ela havia sobrevivido os últimos cinco anos agarrada a uma esperança doentia de que um dia Lucca voltaria.
Não resp