Estavam de volta ao Brasil, Lucca havia passado pela primeira fase do tratamento e estar com ele tinha sido muito melhor do que ela imaginava nos seus sonhos mais secretos... Deveria ser perfeito, mas o seu recomeço havia se tornado uma catástrofe.
E só uma pessoa era culpada disso!
Às três da manhã, Ive não aguentou.
Vestiu a primeira roupa escura que encontrou e discou o número de Edgar, o sobrinho era um ano mais velho do que ela, mas entendia com perfeição o que a tia sentia por Mayana.
— Você tem certeza? Eu posso fazer e você assiste.
Ive deu um sorriso cruel, bem diferente da doçura que ela oferecia naturalmente ao mundo, os olhos brilharam apesar da escuridão e a resposta saiu baixinha e lenta.
— É o meu trabalho, Edgar. Queremos que seja muito bem-feito, afinal, Lucca não quer que ela morra, não é?
Mayana ergueu o rosto, estava deitada em um colchonete sujo no chão, o rosto desfigurado pela cirurgia plástica que infeccionou e transformou cada minuto em um tormento angust