Parte 106...
Matteo
Quando voltamos para casa, o relógio já marcava quase nove. A noite estava quente, o ar carregado de maresia ainda grudava na pele. Valentina vinha de mãos dadas comigo, os dedos entrelaçados, o sorriso leve no rosto.
Assim que a porta se abriu, vi minha mãe parada no meio da sala. Braços cruzados, o olhar fixo. As luzes da escadaria acesas demais, como se ela quisesse que não houvesse sombras para se esconder.
— Finalmente resolveram aparecer - disse ela, a voz cortante. —