Algumas horas depois.
O calabouço da Dentes de Prata não era um lugar feito para visitas elegantes.
A umidade impregnava as paredes de pedra, formando pequenas manchas escuras que desciam em filetes lentos até o chão frio. O ar era denso, carregado com o cheiro ferro, terra molhada e sangue velho. A iluminação vinha de tochas presas nas paredes, e a luz tremulante projetava sombras longas que se moviam como fantasmas inquietos.
Ilana estava sentada no chão.
A manta que antes cobria o corpo agor