O hospital da Dentes de Prata tinha um silêncio diferente naquela manhã. Não era paz, não era calma, era apenas o tipo de quietude que se forma depois de uma tragédia, quando todo mundo está tentando andar devagar para não esbarrar na dor dos outros. O cheiro de ervas amassadas, remédios humanos e sangue seco ainda estava preso nas paredes, misturado ao vapor quente que vinha dos umidificadores e aquecedores. As janelas deixavam entrar uma luz pálida, fria, e mesmo assim o lugar parecia pesado.