Ilana levantou o rosto devagar.
O orgulho estava rachado, mas não morto. Havia ódio nos olhos dela, um ódio cru por estar sendo obrigada, por estar sendo humilhada na frente de todos, por ter que desfazer algo que considerava legítimo. Ainda assim, o instinto de sobrevivência falava mais alto.
Ela se levantou.
Os joelhos vacilaram por um segundo, mas a postura voltou rígida logo depois. Caminhou até a maca de Paola primeiro, os passos lentos, medidos, como se cada metro percorrido fosse um espi