Ura, sentada num canto da cabana, observava-o. Ele parecia uma pintura: o corpo alto, firme, sempre atento, mas com algo em sua expressão que escapava do estereótipo perigoso. Talvez fosse o cansaço nos ombros ou a forma como mantinha os olhos quase sempre semicerrados, como quem pensa demais.
— Você não é um policial tão ruim quanto parece — ela arriscou, tentando quebrar o silêncio.
Villano não respondeu. Nem se virou.
Ela suspirou e reclinou a cabeça na parede.
— Tem alguma coisa aí