Angel
Segurei as pontas do meu casaco um pouco mais firme enquanto caminhava pelo corredor, em direção ao quarto de Raul. Desta vez, a porta estava entreaberta, e quando bati levemente, ouvi uma voz rouca responder:
—Entre.
Os olhos abertos, fixos no teto branco do quarto hospitalar, não tinham mais aquele brilho alucinado da primeira vez que nos encontramos. Ainda havia marcas no rosto, cansaço profundo, mas também... lucidez.
—Você veio, — ele disse, como se duvidasse.
—Disse que viria. — Se