Angel
Meus pulsos ardiam como se estivessem em fogo. Cada movimento contra as cordas parecia abrir ainda mais a pele sensível, e por mais que eu tentasse disfarçar, uma careta de dor escapou.
— Para de mexer, Angel, — a voz de Igor, rouca mas estável, veio da cadeira ao lado. — Só vai piorar a dor.
— Eu não aguento mais, Igor — sussurrei, e minha voz soou quebrada, infantil, até para meus próprios ouvidos. — Tudo dói. E esse silêncio... é o pior de tudo.
Ele tentou se ajustar na cadeia de metal