Lucas
Estacionei a caminhonete a alguns metros do ponto combinado. As mãos no volante estavam firmes, mas o peito… o peito era outra história. O ar me pesava, e o suor frio que descia pela nuca não era apenas pelo calor abafado. Era expectativa.
O relógio no painel marcava 16h47. O sol já começava a descer atrás dos galpões abandonados, tingindo o concreto rachado com uma luz dourada e suja. O lugar era perfeito para um encontro como aquele: isolado, sem câmeras, com o som distante do porto aba