Angel
A luz do sol do final da tarde me cegou quando saí da clínica, como se o mundo quisesse me lembrar que a vida continuava, mesmo quando tudo dentro de mim estava despedaçado.
Meus passos eram rápidos, desesperados. Precisava de ar. De distância. De tempo para processar que o homem que eu achava conhecer, Igor, o colega de trabalho, o quase aliado, o possível traidor, era meu irmão.
Foi então que ouvi passos rápidos atrás de mim. Antes que pudesse reagir, alguém segurou meu braço.
— Angel!