O frio ainda estava colado na minha pele quando entrei pela porta dos fundos. Tirei o casaco devagar, como se cada movimento precisasse de esforço. A casa estava silenciosa, o cheiro de café pairando no ar como um sussurro morno. Por um instante, pensei que estivesse sozinha.
— Se perdeu no jardim, irmã Laura?
A voz cortou o silêncio como uma lâmina afiada. Olhei em direção à cozinha. Luka estava ali, encostado no balcão, uma caneca nas mãos e os olhos tão escuros quanto o dia lá fora. Vestia