A porta se abriu antes mesmo que eu tivesse tempo de responder. A empregada estava ali, com um olhar sério, e falou algo em russo, com a voz suave, mas firme. Eu apenas a encarei, confusa. As palavras soaram como uma melodia distante, que eu não conseguia entender.
— Desculpe? — murmurei, tentando buscar alguma familiaridade nas palavras. Ela repetiu, mais impaciente, e gesticulou, como se esperasse algo de mim.
Fiquei ali, sem saber o que fazer, a angústia crescendo. Eu estava em um país