Naquela noite, ajoelhei-me diante do crucifixo até as pernas formigarem. Meus joelhos doíam. Minhas costas ardiam.
Mas o verdadeiro tormento era dentro.
Coloquei a mão sobre meu monte, como se pudesse apertar o desejo para fora de mim. Sentia a pele latejando, o ponto entre as pernas pulsando, como se cada batida do coração fizesse o corpo clamar por algo que eu não podia — não devia — querer.
— Eu sou tua, Senhor — sussurrei. — Por que meu corpo não te obedece? Por que me faz desejar o proi