— Espera... — minha voz saiu hesitante, mas ele já tinha virado de costas, ajustando as luvas com a mesma calma irritante de antes. — Eu não sei se...
— Se soltar, você morre. — Ele me cortou sem paciência, a voz grave, seca, sem espaço para discussão. — E eu não freio por ninguém.
Eu dei um passo para trás, sentindo o estômago revirar só de olhar para aquela moto. Acelerar por aí em um círculo de metal, desafiando a gravidade?
Tudo bem, eu só queria olhar. Só queria sentir a adrenalina no ar,