Mundo ficciónIniciar sesiónEle foi o primeiro homem que ela amou... e também o único que partiu sem dizer adeus. Aos dezoito anos, Carol viveu um romance proibido com Henrique, seu professor de educação física. Eles se entregaram a um amor intenso, fizeram promessas de um futuro juntos... até que, de um dia para o outro, ele desapareceu, deixando para trás apenas lágrimas, um coração despedaçado e um segredo que mudaria tudo. Grávida e abandonada, Carol enfrentou o preconceito, criou a filha sozinha e transformou a dor em força. Cinco anos depois, ela realizou o sonho de se tornar uma talentosa chefe de cozinha e recomeçou a vida em outra cidade ao lado da avó e da pequena menina, fruto do único homem que ela jamais conseguiu esquecer. Mas o destino decide reescrever essa história. Henrique surge inesperadamente para jantar no restaurante onde Carol trabalha. O choque do reencontro faz todas as feridas voltarem à tona. Enquanto ela acredita ter sido abandonada, ele carrega uma verdade que nunca teve a chance de contar. Entre olhares cheios de saudade, mágoas profundas, segredos devastadores e uma filha cuja existência pode mudar tudo, Carol e Henrique descobrirão que o passado nunca ficou para trás.
Leer másEu continuava chorando, completamente emocionada.Izabel riu, pegou Alice do colo de Henrique com todo cuidado para não acordá-la, e ele aproveitou para colocar a aliança em meu dedo.Olhei para William.Ele também sorria, claramente satisfeito.Naquele instante, percebi que os dois já sabiam de tudo.Eu não sabia se ria ou se continuava chorando.Era um turbilhão de sentimentos.Henrique olhou para eles e sorriu.— Olha a nossa filha rapidinho.Antes que eu entendesse o que ele pretendia fazer, ele segurou minha mão e me puxou delicadamente.Saímos do terraço e entramos em um corredor pouco iluminado.Assim que paramos, ele me encostou contra a parede e me beijou com vontade.Sorri entre um beijo e outro.Parecia que tínhamos voltado a ser adolescentes.Quanto mais ele me beijava, mais intenso tudo ficava.Entre uma respiração ofegante e outra, consegui murmurar:— Alguém pode ver a gente...Ele sorriu contra meus lábios.— Relaxa... Todo mundo está ocupado olhando os fogos.Acaricio
Depois do susto que passamos com Alice na piscina, Henrique não quis mais tirá-la do colo.Os pais do menino que a havia empurrado vieram até nós visivelmente constrangidos para pedir desculpas pelo comportamento do filho. Era evidente que eles também estavam abalados com o que havia acontecido.Aceitamos as desculpas.Afinal, crianças erram.Depois procuramos uma mesa mais tranquila e nos sentamos.Pouco tempo depois, Henrique levou Alice e Lucas até a mesa de comidas.Os dois já demonstravam sinais de cansaço e reclamavam de fome.Sorri ao observá-los.Henrique caminhava com Alice no colo enquanto Lucas segurava sua mão.Pareciam uma pequena família.Izabel estava sentada no colo de William. Ele acariciava distraidamente a perna da esposa enquanto também observava as crianças.Depois de alguns segundos de silêncio, ela voltou a olhar para mim.— Carol... Você comentou que sua mãe ainda não fala com você. Fiquei pensando... como ela lida com o fato de sua avó ter escolhido ficar ao s
Eu estava muito feliz quando Izabel e William chegaram até nós completamente encantados.Os dois olharam para Alice com os olhos marejados.Cumprimentaram-na com carinho, e ela sorriu de volta.Mas, alguns segundos depois, Izabel não conseguiu mais segurar a emoção. Levou uma das mãos até a boca para abafar o choro, enquanto segurava Lucas apenas com o outro braço. William percebeu imediatamente, passou o braço ao redor da cintura dela e a trouxe para perto.Ela apenas apoiou a cabeça no peito dele por alguns instantes, tentando controlar as lágrimas.— Nós somos os seus tios. — William disse com a voz embargada.Alice sorriu para eles e, logo em seguida, seus olhos encontraram Lucas.Seu sorriso aumentou ainda mais.— Lucas!— Gostou do pião, Alice? — Lucas perguntou com naturalidade. Nem parecia o mesmo menino tímido que conhecemos no restaurante.— Gostei! Só que deixei o pião na casa da minha avó.Lucas fez força para descer do colo de Izabel.Automaticamente, Alice fez o mesmo.A
— Eu te conheço... — Alice disse, encarando Henrique atentamente, como se tentasse puxar aquela lembrança da memória.Sorri e acariciei os cabelos dela.— Ele estava no restaurante com o Lucas, lembra? O padrinho do Lucas.Os olhos de Alice se iluminaram.— Isso! O padrinho do Lucas!Henrique respirou fundo.Eu conseguia perceber o quanto ele estava nervoso. Seus dedos apertavam levemente o volante, e seus olhos não conseguiam se afastar da nossa filha.Depois de cinco anos procurando por ela... aquele era o momento que ele jamais imaginou viver.— Eu... também sou o seu pai.A voz dele saiu baixa e trêmula.Alice franziu a testa imediatamente.— Isso é mentira... Porque a minha bisa falou que a minha mãe é mamãe e papai.Henrique sorriu, mas seus olhos ficaram marejados.— A sua bisa estava certa. Sua mamãe foi mãe e pai durante todo esse tempo. Ela cuidou de você sozinha... Mas eu só descobri agora que sou o seu pai. Eu... eu não sabia que você existia.Alice voltou os olhos para mi










Último capítulo