Mundo de ficçãoIniciar sessãoEu era apenas uma garota invisível, uma auxiliar no maior estúdio de publicidade e fotografia da cidade. Na Vértice, ninguém me olhava, a não ser para me pedir um café ou buscar um figurino de última hora. Para eles, meu corpo e meus sonhos não passavam de ruído de fundo. Até que o Aura surgiu. O aplicativo me deu a chance de ser quem eu nunca pude mostrar. Sob o codinome de Pimentinha, eu me tornei uma mulher empoderada e sexy, escondida atrás de uma ilusão de mulher magra, uma voz modificada e uma personalidade audaciosa que ninguém nunca ousou conhecer. Foi por lá que eu encontrei o dono dos meus pecados. O homem que desperta minhas ações mais insanas e mexe comigo como ninguém jamais conseguiu. Ele é o meu Lobo. O problema? O Aura funciona em um raio pequeno de localização. A cada notificação, meu coração dispara em pânico: ele pode ser o dono da cafeteria onde paro todas as manhãs, um fotógrafo do estúdio ou, pior... um dos meus chefes. Esse mistério é posto à prova a cada segundo que falo com ele, a cada comando que obedeço no escuro do meu quarto. O cerco está se fechando, e agora a minha maior fantasia se tornou o meu maior medo. Porque, enquanto o Lobo me caça entre as sombras, eu só consigo pensar em uma coisa: O que será de mim quando a máscara cair e ele descobrir que a deusa das suas noites é a garota que ele nem nota durante o dia? ....
Ler maisAinda tinha fios do cabelo dela entre meus dedos, os removi deixando cair no chão. — Não se preocupe, seu trabalho não vai ser comprometido... pelo menos não por mim. Não sei como o Nikos vai reagir. Ele sempre foi muito rígido quando o assunto é a agência. Porque ele tinha, sempre que falar dele assim? Porque... Essa coisa toda? — Eu não me importo... Não, me importo mais com nada Domenico, eu não podia mais tolerar. Ela fez de propósito com a Paola, eu vi... Ela sorriu quando me viu ler a mensagem, ela queria acabar comigo. Não demorou dez minutos para a campainha tocar com força. Valen foi abrir e Nikos entrou como um furacão. — Onde ela está? seus olhos escaneando o ambiente até pararem no Domenico. — Era claro que você estaria aqui, não é, Domenico? Ele disse, a voz carregada de um sarcasmo perigoso. — Eu só vim trazer ela, saber se estava bem. Não começa Nikos. Domenico rebateu. — Você queria ver se ela está bem? Ela está. Ele se aproximou de mim,
— VOCÊ VAI SAIR, VAI SAIR ANTES DE MIM! Minha voz saiu como um rugido, estranha até para os meus próprios ouvidos. — AIIII! ELA ESTÁ ARRANCANDO O MEU CABELO! SOCORRO! Esther gritou, as mãos tentando inutilmente soltar os meus dedos, que pareciam garras de ferro. Tufos de fios loiros ficaram presos entre meus dedos enquanto eu a sacudia. Eu nunca tive tanta força, era força anormal, uma adrenalina que me fazia ignorar tudo. A puxava como se estivesse limpando o lixo da minha própria vida. — Elise! Solta ela! Já chega! Domenico apareceu do nada, segurando minhas mãos, tentando me conter. — SOLTA, ELISE! Você vai acabar matando ela! — Ela não fica aqui! eu gritava, fora de mim, puxando Esther com mais força enquanto ela chorava e se debatia no chão, deixando rastros de fios loiros pelo tapete da recepção. — Você nunca mais vai usar o nome dos meus pais! Nunca mais! Nunca mais vai falar de mim. Eu a arrastei até a calçada, literalmente jogando ela para fora dos limit
ELISE Não devia nem está mais ali, meu contrato assinado encerrava no momento que entregava a campanha nas mãos do nikos. Mas não sei se foi o tempo que precisei pra me recompor, ou se foi o tempo que demorei pra pegar minhas coisas, depois que meu horário acabou. Quando o celular tremeu na minha mão, e abrir aquela mensagem, pensando que podia ser ele, meu corpo todo ficou tenso. Cada palavra daquela mensagem parecia uma agulha quente perfurando minha pele. O ódio de Esther era uma coisa viva, alimentada pelo veneno da Paola. Olhei para baixo, para o saguão, e Esther me encarava com um sorriso vitorioso, sabendo que tinha me atingido onde mais doía: na memória dos nossos pais. A raiva me cegou. O sorriso dela dominou minhas ações. Eu não era mais a diretora de criação, nem a Elise que um dia baixaria a cabeça pro que ela disse e chorava, muito menos uma mulher racional. Era apenas a irmã que tinha aguentado ofensas o suficiente por uma vida inteira. Desci as escad
— Brinca comigo pimentinha, me mostra toda tua marra, faz tua birra deliciosa o quanto quiser, vou sentir fascínio quando tirar ele todo de você! — porque quer me punir? Você quem está merecendo. Sorri ladino, passando meu nariz na curva do seu pescoço, o som da minha respiração pesada era tudo que a gente ouvia. Mordi o lóbulo da sua orelha. — Eu vou fazer bem mais do que te punir pimentinha... Amanhã você não tem compromisso aqui não é? Eu vou te mostrar o que é... Não ter forças pra andar. Ela arfou, desci minhas mãos prós seios fartos o apertando, e ela gemeu com a sensação de dor e prazer. De relance, vi a droga da assistente aparecendo de novo. — inferno. Tive que me afastar me recompondo, isso era uma droga. Ela se ajeitou me olhando com aqueles olhos azuis que não tinha mais uma gota de pureza. — Quero que me espere na minha casa, eu vou te encontrar lá. Tirei a chave e botei na mão dela. Saí daquela sala sentindo o peso do tecido vermelho quei










Último capítulo